Sill

Sivanildo de Oliveira Silva ou simplesmente SILL, nasceu em Caruaru, Pernambuco em 08/07/1971.

Mesmos antes de aprender a ler o UNIVERSO das historias em quadrinhos já fazia parte do seu mundo. Quando aprendeu a ler descobriu que dentro dos balões de dialogo das HQs as palavras ganhavam uma espetacular magia!

Desenhando e lendo HQ, SILL passou boa parte da adolescência enfrentando mil perigos ao lado dos mais diversos SUPER HEROIS! Mas era os quadrinhos de humor (Cartum) que lhe fazia a cabeça! Não demorou muito, SILL já estava criando seus CARTUNS, na época, fortemente influenciado pelas paginas das revistas de quadrinhos CHICLETE COM BANANA (do grande ANGELI!), CIRCO, PORRADA, ANIMAL…

Em 1989 SILL publicou o seu primeiro desenho, na seção de cartas da revista GERALDAO do cartunista GLAUCO. FEITO QUE FOI REPETIDO OUTRAS VEZES!  Logo SILL estava publicando seus trabalhos nos jornais de Caruaru: PATUSCO, IN SOCETY, DESTAQUE e FOLHA DE CARUARU, entre outros.   A repercussão na mídia impressa levou SILL a participar de uma entrevista na TV PERNAMBUCO fato de alta relevância para o seu trabalho.

Em 1996 criou o zine CORDEL COMIX,

  • CORDEL: pelo seu formato,
  • COMIX:  por ser recheado de cartuns e afins!

Logo o CORDEL COMIX repercutiu, nacionalmente, entre os aficionados por HQ. SILL passou a se corresponder com diversos zineiros do Brasil e do mundo.  Aproveitando o embalo, começou a colaborar em diversos fanzines, jornais e publicações alternativas, ao mesmo tempo que passou a receber colaborações de vários autores, entre tantos destaque para: Henry e Maria JaPELT , Laerçon (zine boca suja) Lupin, Weaver, Sidney (criador dos MIUDINS) colaborações que abrilhantaram as paginas do Cordel Comix. Foi nesse período que SILL criou seus principais personagens: PITULINO o cachaceiro de plantão e as VACABUNDAS, um par de vaquinhas bagaceiras!

Formula do Cordel Comix

  • um lapis
  • uma borracha
  • muita imaginação
  • e uma folha em branco

SILL: “por outra visão”

Quando era pequeno em vez de querer ganhar uma bola, um carrinho ou qualquer outro brinquedo, Sill preferia gibis. Era na feira de Caruaru, onde de tudo tem para vender, em bancas de revistas usadas, que encontrava sua diversão favorita: as revistas em quadrinhos. Turma da Mônica, Tex, Homem Aranha, X-Man, Tio Patinhas… Sempre lia todo tipo de quadrinhos, mas era os de humor que eu mais gostava. À medida que foi crescendo, igualmente crescia a paixão pelas histórias em quadrinhos, ao ponto de criar suas próprias HQ´s.

A principio bastante influenciado pela revista americana MAD, até num belo dia descobriu nas bancas a revista Chiclete Com Banana, uma publicação recheada de quadrinhos nacional, capitaneada pelo cartunista Angeli e com convidados fora do comum. Depois veio A CIRCO, a GERALDÃO e outras tantas que revolucionaram sua maneira de fazer quadrinhos. Sobre influencia dos quadrinhos editados nessas revistas, com um lápis na mão e a cabeça cheia de idéias, começou a fazer seus cartuns.

Em 1989 começou a fazer trabalhos com aspectos regionais/universais os quais batizou de Cordel Comix, mas somente por volta de 1991 consegui publicar alguns desses cartuns em meia dúzia de jornais alternativos de Caruaru. Por falta de mais espaço para publicar seus quadrinhos, e pegando carona na máxima punk “do it yourself” (faça você mesmo), resolveu editar um fanzine (revista feita por fã). Foi assim que em meados de 1996 surgiu o Cordel Comix. Com o formato de um livreto de cordel, mas recheado de quadrinhos, o fanzine Cordel Comix era totalmente feito de forma artesanal com cola, tesoura, depois de xerocado era enviado via correios de Caruaru para o mundo.

Através do fanzine o cartunista Sill começou a fazer contato com fanzineiros de todo Brasil, isso possibilitou receber colaborações e convites para participar em diversas publicações alternativas. O zine Cordel Comix também participou em duas edições especiais, em 2003 e 2006, ambas como encartes dos cds da banda recifense Andaluzaprojeto.

A obra deste caruaruense, autodidata, que há vinte anos vem produzindo seu trabalho de modo independente, é carregada de emblematicidade cultural pernambucana, gerada de modo artístico ou criativo pleno, intuitivo, livre de regras ou imposições mercadógicas. Tornou-se mestre nesta arte de desenho ao criar seus personagens, com perfil psicológico definido, vocabulário típico, e um veiculo de comunicação dessa etno-estética: o Cordel Comix, misto de realidade fantástica e humor nordestino. abh